Só um policial faz segurança no presídio de Esperantina, diz Sinpoljuspi

O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Secretaria de Justiça do Piauí (Sinpoljuspi) denunciou hoje (26), durante entrevista ao Notícia da Manhã, que apenas um policial militar fazia a segurança do presídio de Esperantina quando o detento  João Francisco de Sousa foi morto por um colega de cela. O corpo foi encontrado no vaso sanitário com pedaços de madeira cravados em seu pescoço. Além da morte, os agentes penitenciários descobriram ainda um túnel que seria usado para fuga em massa.

"No caso de Esperantina foi atípico. Ia acontecer uma fuga e os agentes conseguiram evitar quando viram um líquido com água escura saindo. Várias armas foram encontradas. O preso que foi morto havia tido um problema e foi agredido por outro. Foi levado para o hospital com o braço quebrado e, quando retornou ao presídio, foi morto daquela forma: com um rodo quebrado em três partes e enfiado em seu pescoço", conta Kleiton Holanda, diretor administrativo do Sinpoljuspi.

O diretor disse que a situação em vários presídios já é de conhecimento da Secretaria de Justiça, mas que nada foi feito até agora. "Nós enviamos um ofício ao Secretario de Justiça devido às várias tentativas de fugas prevendo a situação e nenhuma movimentação foi colocada para evitar essa situação. Ontem só havia um militar fazendo a segurança do presídio e é humanamente impossivel. A Polícia Militar passa por dificuldades, os presidios passam por necessidade de policia", relata Kleiton Holanda.


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