Justiça nega pedido de paternidade de piauiense que alegava ser filha de Pelé

A Justiça de São Paulo julgou improcedente a ação de investigação de paternidade movida por Maria do Socorro Azevedo, natural do Piauí, que afirmava ser filha do ex-jogador Pelé. A decisão foi proferida pela juíza Fernanda Regina Balbi Lombardi, da 1ª Vara da Família e Sucessões, que determinou o arquivamento do processo.

Os resultados de dois exames de DNA, realizados em laboratórios diferentes, foram determinantes para a decisão judicial. O teste feito com o material genético do filho de Pelé, Edinho, deu negativo. Outro exame, conduzido com material de Flávia Kurtz Arantes do Nascimento, irmã do jogador, foi parcialmente inconclusivo. Diante desses resultados, a magistrada considerou desnecessária a realização de um novo exame de DNA, declarando o processo como extinto.

A empregada doméstica de 60 anos, que reside em União, a 55km de Teresina, tornou-se conhecida após um depoimento exclusivo ao programa "Domingo Espetacular", da Record, em janeiro deste ano. Maria do Socorro relatou sua busca pela identidade paterna desde a adolescência, principalmente para obter documentos e evitar ser rotulada como "filha de mãe solteira".

No programa, Maria do Socorro mencionou semelhanças físicas entre ela e Pelé, como o nariz, o cabelo e o formato do rosto, como indícios de parentesco. No entanto, a decisão judicial foi clara ao descartar a relação de filiação com o ex-jogador.

Recentemente, houve um pedido para a exumação do corpo de Pelé, embora não tenha sido especificado o motivo ou a relação desse pedido com o caso de Maria do Socorro.