Empresários são presos durante operação da SSP em Teresina


Logo nas primeiras horas desta quinta-feira (02), a Secretaria de Segurança Pública deu início à Operação Interditados, com a participação da Superintendência de Operações Integradas (SOI), Diretoria de Inteligência (DINT) e Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO). O objetivo da ação foi cumprir mandados de busca e apreensão e suspender as atividades econômicas em lojas de aparelhos telefônicos em Teresina que estão envolvidas em práticas ilegais.

Durante a operação as lojas MP Cell e Léo Imports, ambas situadas no Shopping da Cidade, e a Rei do iPhone, localizada na Avenida Raul Lopes, foram interditadas por práticas ilegais relacionadas à venda de celulares. Dentre os presos está o empresário Vinicius Teixeira Castro, proprietário da loja de celulares Rei do iPhone. O empresário teve ainda outros dois outros endereços com alvo da operação.

A ESQUERDA O EMPRESÁRIO VINICIUS TEIXEIRA (FOTO/ REPRODUÇÃO: INTERNET)

De acordo com o Superintendente de Operações Integradas da SSP/PI, Delegado Matheus Zanatta, durante a operação um homem foi preso pelo crime de descaminho e outro por posse irregular de munições. “Tivemos três lojas interditadas, uma na zona leste da capital e duas no Shopping da Cidade. Vamos continuar trabalhando para enfraquecer essa prática criminosa”, disse o delegado.

Ao todo foram apreendidos 48 celulares nas três lojas interditadas, além de um tablet, uma máquina de solda e duas armas brancas. Além disso, as autoridades verificaram os celulares de 65 pessoas levadas para averiguação, a fim de identificar casos de roubo e furto. Após as consultas, essas pessoas foram liberadas, mas 10 indivíduos acabaram detidos, incluindo um que violou sua tornozeleira eletrônica.

FOTO: SSP PI

Segundo o Diretor de Inteligência da SSP-PI, Delegado Anchieta Nery a operação Interditados faz parte do programa de combate a roubos e furtos de celulares da SSP-PI, que terá um núcleo especializado. “Vamos realizar o treinamento de todos os policiais da capital e reforçar os procedimentos para atacar toda a cadeia criminosa, tanto de furto como receptação qualificada. Esse crime só ganha força porque existem pessoas que praticam o crime, as que fazem a receptação, as que colocam de volta esse material no mercado e as quem compram esse tipo de eletrônico. Queremos esclarecer que quem compra esses aparelhos sem comprovação de origem está sujeito a responder um procedimento criminal”, concluiu Anchieta Nery.

A operação teve apoio de Polícia Civil, Polícia Militar, Sefaz, Strans e Guarda Municipal de Teresina.

Carlos santos

Repórter e colunista no Diário de Caraíbas.

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