O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há indicativo de interferência internacional nas eleições de 2026, enquanto a Polícia Federal (PF) apura uma possível atuação dos Estados Unidos no processo eleitoral. Segundo Kassio, os órgãos responsáveis pelo monitoramento de riscos não identificaram ameaças ao pleito.
O ministro também afirmou que os relatórios não apontam riscos relacionados ao crime organizado ou à possibilidade de atentados. Ele citou a suspensão de serviços consulares das embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália, na sexta-feira (2), e disse que as representações justificaram a medida por questões de segurança diante da polarização eleitoral.
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| Presidente do TSE Kássio Nunes - Foto: Reprodução |
Mais cedo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou que a corporação iniciou uma apuração preliminar sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições. A medida ocorreu após uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) motivada por uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre um projeto norte-americano que previa cerca de R$ 5 milhões para grupos de oposição a supostos abusos do Poder Judiciário e censura do Supremo Tribunal Federal (STF).
Andrei afirmou que a apuração ainda não resultou na abertura formal de um inquérito e que não há, até o momento, risco efetivo ou elemento concreto de um plano contra as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália em Brasília.
Durante a votação deste domingo, Kassio também informou que cerca de 1.121 urnas eletrônicas haviam sido substituídas por diferentes ocorrências, sem relação com a integridade dos votos. Segundo ele, as sessões eleitorais funcionaram normalmente mesmo em locais do Paraná afetados por fortes chuvas e falta de energia.
