A Polícia Federal vai instaurar inquérito para investigar o incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite de quarta-feira (7), no Recife. O fogo destruiu laboratórios de fármacos, informática e genética, e a investigação vai apurar se o caso foi acidental ou criminoso.
Segundo a PF, uma equipe foi enviada à universidade para iniciar a perícia. A corporação informou que os fatos apresentados oficialmente durante as investigações serão analisados. Até o momento, não há conclusão sobre as causas do incêndio.
O reitor da UFPE, Alfredo Macedo Gomes, estimou os prejuízos materiais em cerca de R$ 100 milhões. Segundo ele, o fogo destruiu completamente o andar superior do prédio, que funcionava na antiga sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo e já havia abrigado o restaurante universitário.
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| Foto: Reprodução/TV Globo |
Além de equipamentos, insumos e amostras, a universidade perdeu dados acumulados ao longo de 20 anos de pesquisas. De acordo com o reitor, cerca de 80 dissertações e teses de doutorado foram afetadas. Entre os estudos atingidos estavam pesquisas sobre câncer, obesidade e Covid-19.
O incêndio começou por volta das 20h e não deixou feridos. O Corpo de Bombeiros mobilizou oito viaturas para combater as chamas e prestar apoio à ocorrência.
A universidade também abriu uma investigação interna para apurar o caso. Segundo o reitor, o prédio passará por uma análise da infraestrutura, e as unidades que funcionavam no local deverão ser transferidas para outro espaço. Ele afirmou que havia manutenção e revisões regulares, mas reconheceu que a construção era antiga.
Este foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em pouco mais de uma semana. Em 30 de setembro, o fogo atingiu um laboratório do Departamento de Física. A suspeita da universidade é que as chamas tenham começado em uma câmara de alta temperatura usada para aquecer substâncias.
No domingo (4), outro incêndio atingiu o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, danificando um freezer e um aparelho de ar-condicionado. Não houve feridos, e a instituição classificou os episódios anteriores como ocorrências de pequeno porte.
Mensagens com supostas ameaças políticas circularam nas redes sociais após o incêndio mais recente, levantando suspeitas sobre a possibilidade de ação criminosa. A autenticidade dessas mensagens, porém, não foi confirmada. O Ministério da Educação informou que acompanha as investigações.
