O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira (21), em evento de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também apresente informações de pessoas próximas a ele. A declaração ocorre cinco dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
Durante o discurso, Flávio afirmou que estende a proposta ao ex-assessor presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Segundo informações atribuídas à Polícia Federal, ele teria recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger enquanto ela tentava negociar contratos com o governo federal que não chegaram a ser concretizados.
“Eu abro meu sigilo de telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”, disse Flávio. O senador também afirmou que pretende levar a proposta às últimas consequências.
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| Foto: Divulgação/Campanha |
Na terça-feira (20), Lula formalizou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma proposta para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico caso Flávio fizesse o mesmo. O documento também inclui familiares do presidente e pessoas jurídicas ligadas a ele.
Em resposta apresentada ao TSE, a defesa de Flávio declarou que o candidato aceita abrir os próprios sigilos dos últimos 20 anos, além dos dados de familiares e de empresas em seu nome. A equipe também mencionou mensagens trocadas pelo senador com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A defesa, porém, condicionou a medida à apresentação de informações de terceiros ligados ao presidente. Entre os dados solicitados estão os sigilos de Marcola, de outros auxiliares, de empresas relacionadas aos filhos de Lula e do Instituto Lula. O documento também cita registros de visitas aos palácios da Alvorada e do Planalto.
No evento em Guarulhos, Flávio também criticou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, e fez declarações contrárias à descriminalização do aborto. O encontro foi organizado pelo PL e contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de parlamentares e candidatos do partido.
A eleição presidencial será decidida no segundo turno de domingo (25), após Flávio Bolsonaro e Lula terminarem a primeira votação como os dois candidatos mais votados.
