
Os ataques de 11 de setembro de 2001 completam 25 anos nesta sexta-feira (11). Naquele dia, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da Al Qaeda e usados em ações coordenadas nos Estados Unidos, deixando 2.977 mortos e provocando mudanças na política e na segurança internacional.
Dois aviões atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Outro atingiu o Pentágono, em Washington, enquanto o quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia após passageiros reagirem ao sequestro.
Como os ataques aconteceram
O primeiro avião, o voo 11 da American Airlines, saiu de Boston às 7h59, com destino a Los Angeles. Às 8h46, a aeronave atingiu a Torre Norte do World Trade Center.
Às 9h03, o voo 175 da United Airlines atingiu a Torre Sul. Dezessete minutos depois, às 9h20, as autoridades americanas informaram que os dois aviões haviam sido sequestrados.
O voo 77 da American Airlines atingiu o Pentágono às 9h37. O ataque matou passageiros, tripulantes e pessoas que estavam no prédio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O quarto avião, o voo 93 da United Airlines, havia decolado de Newark, em Nova Jersey, às 8h42, com destino a San Francisco. Após os sequestradores assumirem o controle, passageiros tentaram retomar o comando da aeronave.
A reação começou às 9h57. Às 10h02, o avião caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia, antes de alcançar o possível alvo, que poderia ser a Casa Branca ou o Capitólio.
Queda das torres e reação americana
A Torre Sul do World Trade Center desabou às 9h59. A Torre Norte caiu às 10h28, deixando uma grande área de destroços em Manhattan.
No mesmo dia, o espaço aéreo dos Estados Unidos foi fechado para voos comerciais e privados. O então presidente George W. Bush, que estava na Flórida quando recebeu a notícia, retornou a Washington e fez um pronunciamento à população à noite.
As imagens dos prédios em chamas e dos desabamentos foram transmitidas para vários países. O episódio passou a ser considerado um dos acontecimentos mais marcantes da história recente.
Repercussão no Piauí
A repercussão dos ataques também foi registrada pelo Jornal O Dia, no Piauí. Na edição publicada após a tragédia, o jornal estampou a manchete “Dia de pânico no mundo” e a frase “Terror nos EUA”.
As páginas reuniram reportagens sobre os atentados e seus efeitos entre políticos, especialistas e a sociedade piauiense.

Al Qaeda e guerras no Oriente Médio
Os ataques foram atribuídos à Al Qaeda, organização fundada por Osama bin Laden no fim dos anos 1980. Na época, o grupo mantinha uma base de operações no Afeganistão e tinha relações com o Talibã, que governava o país.
Em outubro de 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão. A guerra durou duas décadas e terminou oficialmente com a retirada das tropas americanas em 2021, quando o Talibã retomou o controle do território.
Em 2003, os Estados Unidos também invadiram o Iraque, embora o país não tivesse ligação direta com os atentados de 11 de setembro.
A chamada guerra ao terror passou a orientar parte da política externa e de segurança americana. O combate ao terrorismo também envolveu governos, organizações internacionais e novas estruturas de segurança.
Osama bin Laden foi morto em 2011, durante uma operação das forças americanas no Paquistão. A Al Qaeda perdeu parte de sua estrutura original, mas continuou atuando por meio de grupos associados, especialmente em regiões da África.
Marcas deixadas pela tragédia
Além das 2.977 mortes registradas no dia dos ataques, milhares de pessoas ficaram expostas à poeira e a contaminantes liberados pelo desabamento do World Trade Center.
Um quarto de século depois, o episódio continua relacionado a debates sobre segurança, política externa e os efeitos humanos provocados pela tragédia.