
Moradores da localidade Caraíbas II, zona rural de Batalha, cobram explicações sobre a paralisação da obra de calçamento na comunidade, que, segundo fontes ouvidas pelo Diário de Caraíbas, estaria sem serviços há cerca de três semanas. A reportagem procurou a empresa responsável na sexta-feira (21), mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria.
A obra é uma iniciativa do Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF-PI), e está sendo executada pela Construtora Solução LTDA.
Os serviços começaram por um trecho de uma das principais estradas vicinais da região, utilizado diariamente por moradores e pelo transporte escolar. Segundo relatos, pedras, barro e outros materiais deixados no local estariam dificultando a circulação de veículos.

Obra foi contratada em abril
A obra foi autorizada pelo Governo do Piauí em abril deste ano, durante agenda do governador Rafael Fonteles em Batalha. O projeto prevê 14.715,85 metros quadrados de pavimentação poliédrica, com investimento de R$ 2,039 milhões.
A ordem de serviço foi emitida em 27 de abril pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF-PI). O contrato com a Construtora Solução LTDA estabeleceu prazo de 210 dias para a execução, com previsão contratual de conclusão até 12 de dezembro de 2026.
Em junho, a estrada vicinal que liga Caraíbas a Canta-Galo foi interditada para a realização dos serviços. Com a interdição, motoristas foram orientados a utilizar rotas alternativas.

Comunicador cita possível falta de pagamento
A paralisação também foi mencionada pelo comunicador Carlos Magno, da página No Campo da Política. Segundo Magno, relatos recebidos por ele apontavam que a empresa responsável pela obra teria interrompido os serviços por falta de pagamento.
Empresa não respondeu
O Diário de Caraíbas procurou a Construtora Solução LTDA na sexta-feira (21) para questionar o motivo da interrupção dos trabalhos e saber se havia previsão para retomada da obra.
Até o fechamento desta matéria, a empresa não havia respondido. O espaço permanece aberto para manifestação da construtora e dos órgãos responsáveis pela obra.