Aplicativo Salve Maria já foi acionado em 27 cidades piauienses

O aplicativo Salve Maria já foi acionado em 27 cidades do Piauí, tendo sido baixado por mais de 8 mil pessoas. A tecnologia é uma aliada no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher.

Uma das histórias de sucesso do app envolve a advogada Andréia Galvão, que foi a responsável por fazer uma denúncia através do aplicativo Salve Maria que salvou Layane Araújo. As duas moram em cidades diferentes e nem se conheciam mas Layane enviou um pedido de socorro através de uma rede social para Andreia, que acionou a polícia.

"Uma pessoa que eu não conhecia, me procurou, na verdade encontrou meu nome pela internet e lá tinha meus dados e telefone e ela através de um outro aplicativo de conversa fez um relato onde estava sendo mantida em cárcere privado", contou a advogada.

Após o relato, Andreia baixou no celular o aplicativo Salve Maria, que recebe denúncias de mulheres vítimas de agressão e relatou a situação. Em menos de 1h30, a polícia resgatou Layane e prendeu o marido dela em flagrante.

"Nunca eu me imaginei naquela situação ali, e ver minha filha presenciar era o que mais doía em mim. Eu acho que doía mais do que as pancadas mesmo que eu tinha levado", contou a dona de casa Layane.

A cada uma hora no Brasil uma mulher é vítima de feminicídio. No Piauí, desde que a Lei do Feminicídio foi criada, em 2015, mais de cem mulheres foram assassinadas. Foi para tentar evitar crimes como este que o aplicativo Salve Maria foi criado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Ele é gratuito e as denúncias podem ser anônimas ou não.

Mais de 8.000 mil pessoas no estado do Piauí já baixaram o app desde março de 2017. O mesmo aplicativo também conta com uma outra ferramenta: é o botão do pânico. Serve para situação de emergência quando mulheres que já foram agredidas recebem ameaças ou quando a vítima sofre uma agressão naquele momento.

Quando o botão é acionado ele toca nas centrais da Polícia Militar do Piauí, e os pedidos de socorro devem ser atendidos imediatamente. As denúncias são encaminhadas para as delegacias especializadas.

“É preciso que a sociedade compreenda que em briga de marido e mulher se mete a colher. É preciso meter a colher e romper com essa cultura machista. Então, a gente vai estar salvando vidas”, afirma a coordenadora do programa Eugênia Villa.

O sistema já foi acionado em 27 cidades do Piauí, até naquelas em que a polícia não tem quase estrutura. “Mesmo sem acesso à internet no interior, o núcleo da Secretaria de Segurança liga para o delegado que é responsável por aquela área, para ele ter uma atuação imediata”, explica o delegado Renato Pinheiro.

“O aplicativo ele salva vidas, sim. Porque eu posso dizer: eu fui uma vítima que fui salva através do aplicativo”, diz Layane.

Por G1/Piauí

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