Número de mortos no trânsito reduz 26% em Teresina

Aplicação do Programa Vida no Trânsito reduziu em 26% o número de mortes registradas em Teresina no primeiro semestre de 2015. Os dados foram revelados pelo Ministério da Saúde, durante a 2ª Conferência Global de Alto Nível no Trânsito, realizada em Brasília, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Governo Federal, nesta terça-feira (17)

No primeiro trimestre de 2015 foram registrados 34 mortes no trânsito na capital, 12 mortes a menos do que as 46 ocorridas no mesmo período em 2014. “Houve redução das mortes no trânsito em Teresina, do período do início de implantação do projeto, puxando para baixo os indicadores do Piauí”, afirmou a coordenadora-geral de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Marta Maria Alves da Silva.

De acordo com Ana Amélia Gallas Pedrosa, coordenadora-geral de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina está no Projeto Vida no Trânsito com mais organização a partir de 2013, quando a gestão municipal tomou o projeto como uma proposta e estratégia de enfrentamento dos acidentes de trânsito e se propôs a organizar a cidade com um Comitê de Gestão de Informações para ter dados suficientes para fazer o monitoramento.

Dados registrados pelas autoridades de trânsito apontam que 55,3% dos acidentes com vítimas fatais envolveram motos. Em contrapartida, 18,4% eram pessoas que se locomoviam a pé; 21,1 % em automóveis e 5,3% as bicicletas.

Ainda de acordo com o relatório, dos acidentes que envolvem motocicletas, 28,6% foram colisões com automóveis; 14,3% colisões com outras motocicletas e 14,4% foram colisões com objetos físicos como postes, árvores e calçadas.

Em relação aos acidentes com bicicletas com vítimas fatais, as mortes ocorrem quando os veículos colidem ou são atropeladas com veículos maiores.

Dos acidentes com vítimas fatais ocorridos em Teresina, 75,8% dos mortos são do sexo masculino. A média de idade das vítimas fatais dos acidentes de Teresina é de 30,8 anos; 80,9% das vítimas fatais são de adultos jovens.

O secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, afirmou houve redução dos acidentes com mortes em Teresina por é uma boa notícia.

“Nós estamos hoje com uma estratégia para reduzir as mortes no trânsito e comemorando os avanços como no Piauí e em Teresina. Nós já tivemos avanços, não chegamos na redução de 50%, mas alguns já alcançaram 26%, 36% e 40%. A legislação e a fiscalização são efetivas nos resultados positivos. Por isso, nós queremos o envolvimento de todos, da sociedade civil, dos governos e dos veículos de comunicação têm feito. O ministro da Saúde, Marcelo Castro é do Piauí e tem feito um trabalho com o governador Wellington Dias e com o prefeito Firmino Filho, nesse sentido para que o Projeto Vida no Trânsito em Teresina possa ter resultados que nós queremos”, afirmou Antônio Nardi.

Em 2013, Piauí ocupava segundo lugar no raking de mortes por acidentes

Dados também apresentados na 2ª Conferência Global de Alto Nível no Trânsito apontam que, em 2013, o Piauí registrava o segundo maior índice de mortes em acidentes de trânsito para cada grupo de 100 mil habitantes, perdendo apenas para o Estado do Mato Grosso.

O estado apresentava 37 óbitos em acidentes de trânsito para cada grupo de 100 mil habitantes; em Mato Grosso o índice foi de 39; em Tocantins, o índice foi de 36 óbitos; No Brasil, esse índice era de 21 óbitos para cada 100 mil habitantes em 2013.

Segundo Marta Maria Alves da Silva, ainda em 2013, o Piauí liderou o índice de mortes em acidentes de motocicletas para cada grupo de 100 mil habitantes, ficando em 23,4, seguido de Roraima, que ficou em 17,9 mortes em acidentes de motocicletas; Tocantins tinha índice de 17,4; e Mato Grosso, de 16,4 óbitos, quando a média nacional é de seis óbitos para cada 100 mil habitantes em acidentes de motocicletas.

Marta Maria informou que tendência de aumento da mortalidade por acidentes de trânsito de 2004 a 2013 foi crescente no Piauí, Maranhão, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Acre e Rondônia. Também entre 2004 a 2013 houve tendência de crescimento de mortes em acidentes de motocicletas no Piauí e no resto do país, exceto nos Estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

No Piauí houve uma tendência de redução de mortes de pedestres no trânsito, no período de 2004 a 2013. “Houve uma explosão de motocicletas. Associadas a isso, registramos condutas perigosas como alta velocidade e precariedade de fiscalização”, declarou Marta Maria.

Fonte: Jornal Meio Norte

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