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Adriana Arydes na Festa do Jubileu dos 200 anos da Matriz São Gonçalo

Para celebrar e comemorar a festa do Jubileu dos 200 anos da Igreja Matriz de São Gonçalo. A cidade de Batalha receberá no dia 14 de dezembro a cantora católica Adriana Arydes.

A festa terá inicio às 18h com a celebração da santa missa e em seguida show católico na praça da Matriz às 20:30h, com a participação das bandas católicas Karyon e Lummus.

Matriz de São Gonçalo - Batalha (PI)

História da Igreja de São Gonçalo de Batalha Ainda no século XVIII, já se ouvia falar das terras e da gente de São Gonçalo. Dessa devoção ao santo português, adveio a Vila de Batalha. Em torno de 1777, começou-se a construção da igreja da Vila de Batalha que somente foi concluída em 1814. Inicialmente ligada à Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, de Piracuruca, para depois se desmembrar daquela a fim de se constituir na Paróquia de São Gonçalo, uma das mais antigas do Estado do Piauí. Um dos primeiros párocos da Vila de Batalha foi o Padre Joaquim Guimarães. Esse abençoado padre fez um louvado trabalho de evangelização que ia da catequese à alfabetização das crianças da Paróquia. A Padre Guimarães, devemos a devoção à Nossa Senhora de Lourdes, elevada à categoria de Co-Padroeira da Paróquia, em 1878, passados apenas vinte anos da aparição de Nossa Senhora à vidente Bernardete, em Lourdes, na França. A esse pároco, devemos também a vinda da imagem da Virgem de Lourdes, que é venerada numa gruta, no interior de nossa Igreja. No final do século XIX e início do século XX, outro fato marca a vida da Igreja Católica de Batalha, qual seja: a fundação do Apostolado da Oração por um grupo de senhoras, liderado por aquela que foi sua primeira presidente, a saber: Dona Maria Madalena de Castro Machado. Ela esteve à frente do Apostolado da Oração até 1924, quando contou com o apoio de nomes como Sinhá Lages e Dona Mira (Artemísia Lages), na fase de implantação dessa confraria. Em sua história de mais de cem anos junto à Paróquia de São Gonçalo, o Apostolado da Oração congregou muitos nomes que fizeram a história feliz dessa Instituição. Dentre seus zeladores e zeladoras, podemos lembrar personalidades memoráveis como Dona Maroquinha Melo (Maria da Paixão Melo), que presidiu o Apostolado por mais de quarenta anos. Dona Maroquinha sucedeu à Dona Mira na presidência do Apostolado e afastou-se dela em 1985. Eleita uma nova diretoria, assumiu a direção a Sra. Iolete de Sampaio Machado Melo, que festeja agora suas bodas de prata à frente da organização. Nas fileiras do Apostolado da Oração, estiveram muitos leigos engajados, tais como: Dedila Melo (exerceu a vice-presidência do Apostolado na época de Dona Maroquinha), Carlota Dutra, Isaura Castro, Beatriz Castro, José Odílio, Vinoquinha (Etelvina Castro), Sr. Sena (Antônio Fortes Fontinele), Maria dos Ramos, Maria Cândida e suas filhas Pulquéria Lima, Francisca Mesquita e Filó Linhares, Rosa Ribeiro Machado, Genuína Lopes, Maria do Vale, Loura dos Santos, Zeferina Maciel, Didi Machado, Teresinha Torres, Maria dos Santos, Isabel Emília da Conceição e tantos outros. Na década de 1940, foi fundada a Congregação de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, sob inspiração de Ângela Torres, mais conhecida como Donângela. Na presidência, estava Adélia Machado, chamada de Deloca. Na tesouraria, Mariazinha Castro. Em 1951, com o falecimento precoce de Donângela, a Congregação, sem apoio do pároco, se desfez. Em 1950, mestre Manuel Fabiano compôs o hino do Apostolado da Oração de Batalha, cuja melodia ainda hoje é cantada pelos zeladores e zeladoras do Coração de Jesus. Na primeira metade do século XX, a Paróquia de São Gonçalo teve sacerdotes inesquecíveis, quais sejam: padres Rolim, Alencar, Sabino e Vieira. Na segunda metade do século XX, com a fundação da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Esperança, em Esperantina, a Paróquia de São Gonçalo ficou por trinta anos sem pároco. Mesmo assim o ardor missionário de nossa Igreja não se apagou, pois leigos engajados na vida da Igreja se encarregaram de realizar todas as atividades de costume como os novenários aos santos (São José, Santa Teresinha, Nossa Senhora da Conceição) e os festejos de São Gonçalo e Nossa Senhora de Lourdes. Para suprir a ausência de um pároco, foi escolhido o Sr. Clóvis Melo como procurador da Paróquia. Sr. Clóvis sempre providenciou a vinda de freis de Tianguá para os momentos fortes de nossa fé como os festejos do Padroeiro, Semana Santa e desobrigas, pois assim eram conhecidas as Santas Missões Populares. Nesse tempo, os leilões eram feitos em frente à Igreja. Lá se construía um chiqueiro para pôr os animais ofertados ao Padroeiro. Ao chiqueiro, só tinham acesso as autoridades, a saber: o padre, Sr. Clóvis Melo, Fernando Castro, mais conhecido como Sr. Deco. Quando Padre Sabino estava à frente da Paróquia, o maestro Manuel Fabiano compôs o hino de São Gonçalo, que ainda hoje se canta durante o festejo do Santo Padroeiro. Para gritar o leilão, havia pessoas memoráveis como Domingos Cesário e Badão. Foram sacristãos, homens zelosos da estirpe de um Zumba do Vale, um João Lobo e um José Conrado. Na década de 1960, sob o auspício do primeiro bispo diocesano de Parnaíba Dom Paulo de Sousa Libório, procedeu-se a uma polêmica reforma da Igreja, visto que resultou na demolição da nave central do templo, altar-mor, altares dedicados aos santos, portas seculares de cedro para transformar um dos exemplares mais esplêndidos do barroco brasileiro no Piauí num galpão como vemos hoje. Padre Mário Meneses respondia pela Paróquia na ocasião. Em seguida, veio o Padre Bossuet, que demoliu a velha casa paroquial e construiu a atual residência do pároco batalhense. Em 1978, chegou à nossa Paróquia Padre Lotário Weber, que, como filho da Alemanha, possuía um espírito empreendedor. Padre Lotário trouxe as Irmãs Filhas de Santana, fundou a Comunidade Kolping e construiu a Vila Kolping. Após a saída do Padre Lotário, em 1982, mais uma vez a Paróquia de São Gonçalo ficou sem pároco e era assistida pelo sacerdote de Esperantina Padre Ladislau. Essa situação estendeu-se até 1988, quando chegou à Paróquia Padre Marlos. Em 1991, Padre Francisco Pinto. Em 1995, temos novamente um pároco alemão Padre Wolfgang Hermann. Tal um bom alemão, era também um padre dinâmico. Ele construiu o Centro Pastoral Irmã Nilva e iniciou a informatização dos documentos guardados na secretaria paroquial. Em 2000, com a saída do Padre Wolfgang, foram párocos de Batalha os padres Evanilson, Clodomiro e Bernardo. Desde 2009, responde pela Paróquia o Padre Evandro. Fica difícil reduzir a tão poucas linhas quase três séculos da presença da Igreja Católica entre nós. No entanto, reconhecidas as prováveis e inevitáveis lacunas nesta retrospectiva da Igreja de Cristo junto ao bom povo de Batalha, deixamos aqui o registro, embora parcial, da caminhada do povo de Deus nas terras abençoadas de São Gonçalo. 

Crônica de Francisco José Sampaio Melo 
Fonte: Página de Batalha

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