Manifestantes fazem assembleia em frente a prefeitura

A greve dos servidores em Educação da cidade Batalha, 154 km ao norte de Teresina iniciada no começo deste mês, segue com reflexo forte na cidade, fazendo com quer os alunos e pais também reivindiquem seus direitos. O comercio local também sente, com a falta de pagamento dos servidores. O sindicato que defende a categoria convocou e realizou na manha de hoje (23/10), uma assembleia defronte ao prédio da prefeitura municipal, antes, porém, os manifestantes realizaram uma caminhada na Av: Coronel Messias Melo e Sapucaeira, principal centro comercial da cidade.

Reunidos em frente ao prédio da prefeitura, na Praça da Matriz, os grevistas pressionam por um acordo que atenda às suas reivindicações. A greve já dura 14 dias e até o momento a administração municipal não se posiciona para discutir o assunto. Na manifestação de hoje, os pais de alunos também estiveram presente reforçando o apelo dos servidores. O senhor André da comunidade Carpina citou um exemplo da roça. “Quando eu combino uma diária com um companheiro, é dito, é trocado ou pago em dinheiro, se for a dinheiro eu quero receber no final da tarde”, Disse ele reforçando que o professor tem que receber seu salário em dia.
A presidente da Federação dos Servidores em Educação do Estado do Piauí - FESP, Gleidys Fontinele disse que a luta não deve parar e com a ajuda da população os servidores vão conseguir a sindicalista “não consegue entender por que o fundeb faz o repasse religiosamente em dia, e o município não consegue honrar com seus compromissos”, finaliza.
A prefeitura fica calada, a administração diz que a greve é ilegal. O professor Oseas Pereira, representante do SINTE/PI afirma que a greve é legal sim. “Não abram mão de nada, continuemos em greve, pois só a justiça pode dizer se é legal ou não”. Como eles não entram na justiça contra? Questiona.
Mais sobre a greve
Defronte a prefeitura, a professora Maria Luiza passou mal e foi socorrida por polícias e uma equipe da Secretaria de Saúde. O movimento foi passivo, com apoio da PM local. Em greve desde o dia 07/10 e até o momento sem conversa com o governo municipal, professores e demais servidores decidiram continuar a paralisação.
O presidente do SINDSER professor Nonato Silva, apela que os movimentos sociais, igrejas também lutem junto com a classe. Para ele, o problema é social e é de todos!



Ricardo Nunes
© 2013-2021 Diário de Caraíbas - Todos os direitos reservados.