Moro assina filiação ao União Brasil e abre mão da pré-candidatura

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro anunciou na tarde desta quinta-feira (31) a decisão de deixar o Podemos e se filiar ao partido União Brasil . Posteriormente, pelas redes sociais, ele também declarou que abriu mão de concorrer à Presidência da República neste momento.

Segundo o secretário-executivo da nova sigla, Moro deve ser candidato a deputado federal pelo partido. No entanto, a assessoria de imprensa de Sergio Moro afirmou que o ex-juiz ainda não decidiu qual cargo deve disputar nas próximas eleições.

O anúncio da mudança de partido foi feito em um hotel na Zona Sul da capital paulista, onde Moro assinou a ficha de filiação à nova sigla. Ex-ministro do governo Bolsonaro, Moro havia se filiado ao Podemos em novembro do ano passado, pouco mais de um ano após deixar o governo federal, em abril de 2020.

Em nota publicada nas redes sociais pouco depois, Moro declarou que abriu mão da candidatura à presidência ao mudar de sigla.

"Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor", disse Moro, em nota oficial.

No comunicado, Moro declarou ainda que a mudança de partido ocorre para "facilitar as negociações das forças políticas de centro democrático em busca de uma candidatura presidencial única".

Segundo o deputado e vice-presidente do União Brasil, Junior Bozzella, Moro mudou o domicílio eleitoral para São Paulo e se colocou à disposição do partido, que vai definir o “lugar pertinente onde ele possa se encaixar”.

“Ele estava habilitado a concorrer a diversos cargos, trouxe o domicílio eleitoral pra São Paulo. Ele vem pra somar, tem 10% nas pesquisas”, disse Bozzella.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (24), Sergio Moro registrou 8% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2022 em todos os cenários simulados.

"O Moro veio de maneira bastante humilde, desprendido, por um projeto de partido e, consequentemente, por um projeto de país. E ele falou 'eu vou me colocar a disposição daquilo que o partido julgar mais pertinente pra que eu venha disputar na eleição de outubro de 2022 ou não'", completou Bozzella.

*g1

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